Em viagem à Ásia, Lula trocou um dedo de prosa com os repórteres sobre a crise do Senado. Disse que não leu o noticiário sobre Sarney. Não leu e não gostou. A pretexto de defender Sarney, disse que ele “tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum”. Lula tem razão. Sarney não é um qualquer. Merece tratamento epecial. Mais rigoroso que o habitual. Já entrado em anos, com 55 anos de política nas costas, já deveria saber: na administração pública, não há espaço para decisões secretas. Lula revelou-se incomodado com a avalanche de denúncias: “Elas não têm fim e depois não acontece nada”. Mas o que eu percebo que essa história vai longe e que passar a mão na cabeça do Sarney e só fachada em prol de uma projeção política para 2010, Lula não e bobo não.